…ser mãe é uma delas!

Por mais que tentemos, por mais que seja visível aos olhos de todos, por mais que digamos todos os dias, várias vezes ao dia “amo-te, adoro-te!”….é tão pouco comparado com o sentimento, maior que o coração, que nasce naquele dia em que aquele ser pequenininho que esteve dentro de nós 9 meses, olha finalmente para nós. E aquele olhar, como aqueles olhares dos primeiros meses, não se esquecem. Só nos vêem a nós, só nos querem ver, só querem o nosso cheiro, a nossa voz, o nosso colo! E nós, de repente, passamos a ser a pessoa Mais Importante do Mundo para aquele ser minúsculo. 

E pronto….a partir daí não há volta a dar! Estás dentro da bolha que é o Amor incondicional. De ti para o teu bebé e do teu bebé para ti.

Quando achas que é impossível gostar mais, porque já sentes que aquilo até quase que dói, isso só agora começou! Vai crescer! Como vão crescer as birras, as teimosias, as dores de cabeça, o cansaço, mas como cresce na proporção do Amor….balanceia tudo!

Quando me perguntam o que sou, a primeira coisa que me vem à cabeça é “Mãe”, porque é neste papel que me sinto preenchida, é neste papel que senti aquele sentimento de missão. Adoro a minha profissão, adoro fazer muitas outras coisas, mas ser Mãe vem acima de qualquer coisa. 

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Às vezes estou tão cansada que dou por mim a dizer e a pensar coisas que todas as mães pensam e dizem, mas que rapidamente se arrependem. Mas nestes 11 anos cresci. Cresci tanto por dentro que me pergunto como era quando não era mãe. Aprendi que se mudarmos eles mudam também. De manhãs caóticas, de gritos e “despachem-se”, e fins de dia mais ou menos assim também,  passámos a ter manhãs calmas, felizes, mesmo quando o humor da mais nova não é o melhor a acordar 😉 e a conseguir ter fins de dia sem stress.

E isso devo-o a elas. Li, aprendi e cresci. Percebi que há coisas que não interessam nada, que há horas em que não estou para ninguém sem ser para a família,  Que o mindfullness faz milagres quando aplicado no dia a dia familiar (por mim ehhehe). Fui buscar muita inspiração a muito sítio mas a uma blogger em especial: a Rita Ferro Alvim, com o seu Socorro, sou mãe! e a um blog estrangeiro que adoro “The Hands Free Revolution”.

Porque ser mãe é o meu maior desafio, tento ler mas de uma forma crítica e perceber o que faz sentido para mim e para os meus. Ser mãe ou pai não é uma ciência. O que funciona com uns, não funciona com outros, por isso, na minha opinião, devemos dedicar algum tempo a pensar e a aprender sobre como fazer da melhor forma. O instinto maternal é, sem dúvida, algo inacto e que temos mesmo! Mas depois há aquelas dicas de outros que às vezes fazem milagres nos nossos dias! 

Comigo, há algumas que ajudam muito a um dia começar bem e continuar melhor:

  • deitar cedo, todos! (já estou a abusar hoje, e normalmente eu sou a “vampira” pois aproveito para trabalhar à noite, mas afecta, sem dúvida o humor e a energia no outro dia de manhã…acordo a pensar: hoje venho para a cama às 21!!!!)
  • Acordar bem mais cedo que elas. Com tempo para me vestir, preparar lanches, comer o pequeno almoço no silêncio (mudou tanto quando comecei a fazer isto!)
  • Abrir a persiana 5m antes da hora de levantar e dar beijinhos, beijinhos e deixá-las na ronha mais uns minutos :-)))
  • Facilitar…a vida delas e a minha. Se a mais nova está na moleza não desato aos gritos, como estou despachada, consigo sentar-me e dar rapidamente…pronto, ok….não devo, mas não acredito que com 10 ou 11 anos ela vá querer que lhe dê à boca. Fiz o mesmo com a irmã e está autónoma 🙂
  • A caminho da escola, se dá uma música gira, cantar com elas para acordar e irem bem dispostas
  • Tenho a felicidade imensa de conseguir, quase todos os dias, almoçar com elas em casa. Sem dúvida, uma raridade nos dias que correm, que exige uma correria da minha parte, mas que nos sabe tããããõ bem.

Confesso que o final do dia continua a ser a parte do dia mais complicada. Mesmo gostando de cozinhar, fazer jantar, banhos e afins, por vezes deixam-me à beira de um ataque de nervos. 

Mas no final, quando estão deitadinhas a ler, tudo acalma e sinto-me a mulher mais feliz do Mundo por as ter e por poder dar-lhes o meu Melhor! 

E é isso que eu quero que elas saibam! Que por elas dou o meu melhor e que estou sempre, sempre aqui para elas! mas que também falho, que às vezes também sou injusta, mas se achar que devo, peço desculpa 

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p.s. O meu próximo desafio é ler e tentar aplicar a ideia de “slow living”….não tem nada a ver com perguiça 😉 Assim que souber mais e começar a praticar, dou notícias!

 

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