Antes de se atirar a 1ª pedra….

No meio de toda esta situação tão dramática custa-me imenso ver a maioria das pessoas com sete pedras apontadas à familia da menina que hoje morreu por causa do sarampo.

Como é possível pensar que esta familia, ao optar por não dar vacinas à filha, depois de aos 2 meses ter tido um choque anafilático, não ponderou, não se angustiou, não pediu por tudo que nada acontecesse?

Conseguem imaginar um choque anafilático num dos vossos filhos aos 2 meses, depois de terem levado uma vacina? “Os sintomas de um choque anafilático (uma reação alérgica muito grave) são bastante assustadores – dificuldade em respirar, inchaço na boca, olhos e nariz, suores intensos.” (http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-04-19-Mononucleose-complicou-estado-de-saude-da-jovem-que-morreu-com-sarampo)

Se calhar tomávamos a mesma decisão, com o coração nas mãos, pedindo que nada de mal acontecesse à nossa menina.

Normalmente, se não em 100% das vezes, quem opta por não vacinar tem uma razão para isso. E não é a ignorância. De todo! A maioria das pessoas são pais e mães que se questionam, que investigam, que tentam perceber o que estão a colocar no corpo dos filhos. E acreditem que se lermos muito ficamos com pouca vontade de avançar.

Tenho as minhas filhas vacinadas mas tenho a certeza de que os pais que optaram não vacinar os seus filhos não o fazem com o intuito de colocar a vida deles, e muito menos a de outros, em risco. Se tomam essa decisão com toda a certeza é porque têm razões. Podemos questionar, podemos não concordar mas não me parece que se ganhe alguma coisa em vir fazer ‘linchamentos’ na praça pública.

Dei todas as vacinas, ainda não dei a HPV, mas acreditem que me questiono. Porque razão as meninas aos 10 anos ‘têm ‘ que ser vacinadas contra o HPV? Em alguns meios isso talvez se justifique mas em muitos, quero acreditar que na maioria, isso não acontece.

Questionei a DGS sobre o assunto e fiquei a perceber que até aos 13 anos levam duas tomas, depois são três. Mas não é obrigatório dar a vacina aos 10 anos! Podem tomar até aos 18 (dentro do PNV).

Claro que vou vacinar, mas devemos questionar e não fazer porque sim…Claro que no Centro de saúde olham sempre de lado. …mas nós somos pais e devemos estar informados.
Por exemplo, uma coisa que me angustiava é darem 2 ou 3 vacinas de seguida. Com a mais velha, no início ainda o fizeram mas depois nunca mais deixei. Já sei que às vezes tenho uma cara menos simpática do outro lado, mas nós temos o direito de escolher. Ah, mas tem que voltar depois! Não faz mal. Eu volto! Se fizerem alguma reação depois de três vacinas, ou duas, nunca saberemos de onde veio, não é?

Isto é apenas a opinião de uma mãe que, como todas as outras, mesmo as que tomam a decisão perigosa de não vacinar, apenas tentamos fazer o melhor pelos nossos filhos. E isso implica informação, que não é, nem pouco mais ou menos, só a que os media divulgam

Não consigo imaginar a dor daquela familia….

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mais de 30 anos depois…continua tudo na mesma :-(

Em 1984 Bob Geldof lançou uma das músicas de Natal mais bonitas para mim. “Do they know it’s Xmas”. O objectivo era angariar dinheiro para ajudar no combate contra a fome em África.

Em Março de 1985 Michael Jackson e Lionel Richie escreveram , e Quincy Jones produziu, a canção espectacular “We are the world”. O objectivo era angariar fundos para o combate à fome no continente africano. Foi possível reunir mais de 60 Milhões de dólares, que foram distribuidos pela Etiópia, Sudão e outros países pobres.

Em Julho de 1985 Bob Geldof idealizou, e tornou real,  o Live Aid (para quem quiser saber a história por detrás deste evento pode ver aqui. vale a pena ;-)), para angariar fundos para combater a fome na Etiópia. Veio no seguimento do projecto Band Aid, e conseguiu doar cerca de 150 milhões de libras.

Mas hoje vejo, mais uma vez, esta notícia “Número de quenianos com fome duplica para três milhões. Não há solução? Cada vez há mais refugiados do Norte de África a chegar à Europa, e na Etiópia, Quénia, etc… a fome não dá tréguas.mw-320

Não há nada a fazer? É que eu tinha 10 anos na altura e achei que aquilo ia conseguir mudar o mundo. Cresci e vi que não. Que o poder cega os homens, que as armas valem mais que tudo e que por mais ajuda que se dê não conseguimos salvar os que têm o azar de nascer naquela parte do Mundo (infelizmente há outras).

Ainda não consigo baixar os braços perante tudo isto mas como??? Sinto-me impotente para ajudar quem está tão longe….para além dos rumores que de muito dos milhões angariados, com a melhor das boas vontades. acabaram nas mãos dos rebeldes. Como fazer a ajuda chegar sem passar por eles????

O que faço é com os que vejo, aqui, ao lado, na rua. Compro comida, dou roupa, converso, e acredito que, se mudarmos um pouco que seja o nosso pequeno mundo, todo o Mundo irá mudar um bocadinho.

E é o melhor exemplo que podemos dar aos nossos filhos. Falar, dizer, não conta se não nos virem fazer. Pegar no que temos e dar. Eles dão logo a seguir. E sentem o coração cheio. Como nós. 

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Be happy!!!!!!!!

E parece que hoje é o Dia Internacional da Felicidade, coisa dificil de encontrar, de materializar, e que muitas vezes faz muita confusão às outras pessoas….

Nada disso!!!!!!!!!

‘Bora lá procurar porque a felicidade está dentro de cada um de nós, basta mudar as “lentes” e valorizar o que temos de bom na nossa vida!
Se me puser a pensar aqui para os meus botões consigo rapidamente enumerar tanta coisa que me faz feliz diariamente:
– abrir as persianas e dizer “bom dia princesas” e receber dois sorrisos (ok, ás vezes tenho que ir à procura do sorriso por debaixo do edredon:-)))
– ver sol lá fora, mas também um dia frio me faz feliz (só a chuva e dias cinzentos conseguem mudar o meu humor)
– tomar o meu pequeno almoço no silêncio, antes de as ir acordar, com calma e pensar no dia que aí vem
– saber que não tenho um dia igual ao outro
– entrar numa sala cheia de alunos (alguns sem muita vontade) e sair de lá feliz por ter conseguido que entendessem o que estiveram a fazer (pelo menos eu tento ao máximo e pergunto mil vezes se é chinês ou se perceberam)
– ter a cabeça repleta de ideias giras e que um dia (someday) talvez consiga pôr em prática (alimenta-me!)
– fazer com que alguém se sinta melhor, ajudar, poder dar uma razão para alguém sorrir (cá dentro faz um bem imenso)
– conseguir que um aluno, que está no fundo da sala, sem mexer o lápis, comece a ler o exercício e comece a colocar dúvidas! (yes!!!)
– mandar um sms só para dizer “adoro-te”
– ir buscá-las à escola, a horas que me permitem aproveitar ainda um bocadinho com elas (e a partir do próximo domingo ainda mais! Vem aí o horário de verão)
– cozinhar! Sim, adoro cozinhar! Faz-me feliz, embora confesse que nos dias em que chego mais tarde a coisa deixa de ter o seu encanto. Mas por norma dá-me muito prazer! e adoro inventar, não há cá receitas, é o que houver no frigorífico 🙂
– os beijinhos de boa noite, os “adoro-te”, a mão na mão, os sorrisos …..tudo, tudo me faz feliz!
Há quem diga que eu vivo noutro Mundo…..consigo ver quase tudo com outras lentes (o copo meio cheio, sabem?), e a mim parece-me que é um mundo muiiiiito bom para se viver!
(tristezas e dias cinzentos já vieram, já passaram, e hão-de vir, e hão-de passar. E só cá estamos uma vez! Só esta vez!)

Como alguém dizia: “Façam o favor de ser felizes!!!!”

e, já agora, termino como uma sra. que muito admiro termina sempre:

“be kind to each other”

(o único senão deste dia é que coincide com a chegada da Primavera, essa altura do ano em que fico imprópria para consumo devido aos níveis de polén no ar….) images

Igualdade….é isso que queremos mesmo?

Eu não quero igualdade!

Eu sou mulher, e como mulher tenho (tanto) orgulho em ser diferente dos homens. Em ver o mundo pelas “lentes” de mulher! Nós não queremos igualdade! Nós queremos “apenas e só” ter acesso a tudo o que devia ser acessível a todos os seres humanos.

Se quisermos, somos! Se não quisermos, não somos! Mas se quisermos, se ambicionarmos ser CEO de uma multinacional, Astronauta, Engenheira, Presidenta, Primeira Ministra, então devemos ter as mesmas hipóteses, o mesmo tratamento, as mesmas condições. Mas não temos. E é por isso que é preciso continuar a ter um “dia da Mulher”. Para que se continue a falar e a alertar consciências para este tão falado “teto de vidro” que existe. Invisível, mas tão presente! 

Não vou dizer que não se evoluiu. Claro que se evoluiu. Mas há tanto para continuar a ser feito. 

Hoje, na minha escola houve um debate sobre o tema ” Desafios e Caminhos para a Igualdade de Género no Mercado de Trabalho” e propus-me a levar os alunos de 1º ano (ensino superior) a ouvirem. Para mim a escola, qualquer que seja o ano de escolaridade, só faz sentido assim: quando conseguimos formar cidadãos completos. Não é só a matéria teórica e prática que interessa. À nossa frente temos os que serão os trabalhadores, empregadores, chefes, esposas e esposos de amanhã. Se não atuamos sobre esses futuros Homens e Mulheres, nunca conseguiremos que estas desigualdades desapareçam. Eu acredito que nós, enquanto docentes, também os devemos formar civicamente. 

E foi muito interessante! Consegui que a maioria fosse assistir, e espero que tenham gostado, e que, principalmente, tenham reflectido sobre o assunto. Sei que a maioria ainda não foi confrontada pessoalmente com esta situação mas quanto mais alerta estiverem, quanto mais pensarem sobre o assunto, melhor poderão reagir. 

E apesar de os rapazes/homens pensarem logo “isso é um problema delas”, este problema, para além de não ser só nosso, só se resolve com eles, com a mudança de mentalidade deles, com a abertura dos Conselhos e Administrações exclusivamente ou maioritariamente masculinos.

Só quando Homens e Mulheres se olharem de igual para igual, respeitando as suas diferenças mas valorizando as suas capacidades, teremos um tratamento equitativo.

E porque ser Mulher é, sem dúvida, uma benção, desejo a todas as Mulheres que sejam! Sejam aquilo que quiserem! (cliquem na frase para verem o vídeo)♥

Deixo-vos também o filme (TED) que vi no início do debate de hoje. Gostei e por isso, partilho: https://www.youtube.com/watch?v=7n9IOH0NvyY (para terem legendas em português vão às definições(no filme) e escolham 😉

E como sou mãe de duas meninas termino com o meu maior desejo ♥:

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dias especiais….para quê?

Vou chocar meio Mundo, ou talvez não, mas para quê dia dos namorados, da mãe, do pai, da criança, dos avós???? Para quê?

1ª (e única razão plausível): para vender! e como a indústria e a publicidade têm um peso enooooorme na sociedade em que vivemos: vamos sendo “direccionados” para comemorarmos, à força, estas datas. Alguém se atreve a não dar presente no dia da mãe ou do pai? No dia da criança?

e isto faz algum sentido???

Hoje, por exemplo, a maioria das pessoas vai comprar um miminho “porque sim”, porque se lembrou da cara metade? Não, porque foi bombardeado com este dia. 

Para mim, no dia da Mãe só quero aqueles desenhos lindos e frases que mais ninguém sabe fazer como elas. O pai idem! Mas mesmo assim, há necessidade de haver dia da mãe e dia do pai? E quem já não os tem? Conseguem imaginar o que é para uma criança que já não tenha pai ou mãe, estar numa sala a ver os amigos a fazerem o presente para o grande dia? Eu nem consigo imaginar a dor….

Para mim o dia do nascimento de cada filho devia ser o nosso dia de Mãe e de Pai e de avós. Afinal foi nesse dia que “nascemos” como tal para essa criança. E devia ser esse o dia mais especial de todos. Para pais, filhos e para avós. E todos os outros dias? Também, especiais! sempre! 

Porque cada dia deve ser celebrado, vivido, saboreado, nem que seja quando damos aquele abraço longo depois da escola, ou depois do banho quando os enrolamos junto a nós. Ou quando almoçamos com os pais, ou quando nos abraçamos os dois, sem palavras, só nós. 

Dias especiais….não dou mesmo importância nenhuma a isso e tento mostrar-lhes que nada disso tem importância. Só o verdadeiro Amor (aquele que nos lembramos sempre, não precisamos de um anúncio) interessa. E esse deve ser vivido e presenteado todos os dias da nossa vida!

Vemos algo que a avó gosta? Então se calhar podemos comprar e oferecer. Ou se calhar até conseguimos fazer! Não guardamos para dias especiais. E cá por casa, sempre que podem, enchem a família de presentes feitos por elas. São os mais importantes, os que levaram tempo, os que nos dizem alguma coisa. 

Sejam SEMPRE muito felizes (façam por isso!!!) 

faço tanto isto…

Já quase toda a gente sabe que não vale a pena ligar depois das 18.30h/ 19h. É hora de estarmos os quatro. De banhos, de tpc’s, de jantar e de sabermos as novidades do dia-a-dia. Das 9h às 18.30 estou disponível, depois…..não! E sei que muita gente critica e acha um exagero (familia inclusive) mas eu sinto-me bem assim, sinto que é assim que devo fazer e sinto a Paz que isso traz. Quando estamos, estamos mesmo! e isso faz toda a diferença. 

E agora, num post de um blogue que eu sigo e adoro, da Rita Ferro Alvim, descobri esta crónica da Laurinda Alves, da qual deixo um pequeno excerto. Porque “eles”, os nossos filhos, não pediram para vir ao Mundo, muito menos a este mundo feito à pressa, devemos dar-lhes a atenção que merecem todos, todos os dias!

Fico contente quando encontro quem pense como eu ;-)))) 

“O respeito pelos filhos passa muito por aqui, hoje. Por lhes darmos amor, tempo e atenção, mas acima de tudo prioridade. É essencial que os filhos de todas as idades sintam que são a prioridade total e absoluta dos seus pais ou de quem os substitui. Se voltarmos a casa invariavelmente colados ao telemóvel, sem capacidade de os acolher, de os ouvir, de os ter como primeira e última prioridade, não nos podemos queixar. Acontece vezes demais sermos tentados a atender uma chamada, mesmo quando estamos com alguém que está fisicamente presente, que chegou primeiro e está a precisar da nossa atenção. Quantas vezes por dia não invertemos esta prioridade? Quantas vezes não suspendemos uma conversa porque alguém nos liga? E quantas vezes os nossos filhos não desistem de tentar ter a nossa atenção por saberem que vão ter que esperar como quem é obrigado a voltar para o fim da fila?

Está mais que estudado que nesta era da comunicação, em que estamos todos ligados e virtualmente próximos, podemos sentir-nos realmente muito distantes e viver uma solidão acompanhada, que é a pior forma de solidão. E se estes estudos estão feitos e publicados, que podemos fazer perante as conclusões? Ter mais atenção à maneira como usamos os telemóveis e apps que nos prendem a atenção, sobretudo quando nos distraem do essencial.

Neste sentido e porque o tema é o respeito que devemos aos nossos filhos, vale a pena desligar o telemóvel quando chegamos a casa, por exemplo. Ou até mesmo desligar a chamada pedindo compreensão ao interlocutor, justamente por estarmos a entrar em casa, onde temos filhos ou pais e familiares que nos esperam ao fim de um longo dia. Os filhos também se maçam nas escolas e também têm dias stressantes, não são só os pais que trabalham. E, por isso, precisam tanto dessa atenção reparadora. O mais extraordinário é perceber que só por desligarmos os telemóveis e, de certa forma, nos desligarmos do mundo para nos ligarmos só a eles, os nossos filhos ficam muito mais tranquilos e seguros. Parece magia.

Como podemos exigir respeito se nem sempre respeitamos os ritmos e as necessidades daqueles a quem pedimos esse mesmo respeito? Ser mais velho não é estatuto nem garante autoridade. Ter supremacia física também não é argumento, e passar o tempo a dizer ‘sim porque sim!’ ou ‘não porque não e porque sou eu que mando!’ também não é modo de vida. Assim sendo, há pequenos gestos que fazem toda a diferença e um deles é este de dar a prioridade absoluta aos nossos. Por incrível que pareça, se começarmos a desligar ou a não atender telefonemas nas horas mais críticas como o fim do dia, quando voltamos a casa, durante as refeições e nas horas de estudo, bem como ao deitar, os nossos filhos (e os nossos pais, mulheres, maridos e todos os que vivem connosco!) agradecem e mudam. Uns deixam imediatamente de fazer birras, pois passados 10 ou 15’ da nossa atenção, desligam naturalmente e vão brincar ou fazer outras coisas. Outros passam a viver com a certeza de que são ouvidos e atendidos. Outros, ainda, assumem que são realmente a prioridade dos seus pais e isso enche-os de segurança.

Parece fácil demais? Só experimentando e vendo os resultados se percebe que é uma matemática infalível, tipo 2+2=4. Aprendi esta técnica de comunicação parental e confesso que tento cumpri-la, embora nem sempre seja fácil. Mais: aprendi com especialistas em matérias comportamentais que podemos até sublinhar estes pequenos gestos, acentuando o que pretendemos acentuar, que é a certeza de que nada nem ninguém é mais importante que os nossos filhos! Como? Dizendo expressamente e de forma que eles possam ouvir, qualquer coisa do tipo: “desculpe, mas agora tenho que desligar porque estou a chegar a casa e os meus filhos já estão à minha espera!”.

É fácil conferir tudo isto na prática, especialmente se formos coerentes e consistentes neste pequeno-grande gesto e nos mantivermos fiéis à promessa de resistir a trocar prioridades. Posso garantir (através da minha experiência e de muitos outros pais, casados ou separados) que passado pouco tempo os filhos mais pequenos estão a fazer muito menos birras e os mais crescidos estão mais capazes de ter conversas que só temos quando há tempo e disponibilidade para as ter.”

http://observador.pt/opiniao/desculpe-mas-agora-tenho-que-desligar/ (Laurinda Alves)

E por falar em desligar telemóveis, vi este saco-cama espectacular :-))) Podem adquirir aqui

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que mundo este…..

parece quase impossível estarmos a viver isto….ligar a tv e ver e ouvir estas notícias. Ouvir ódio e discriminação todos os dias nas bocas dos que se apresentam como líderes ou futuros líderes. Tomei sempre a Democracia e os seus valores mais básicos como adquiridos e não são. No outro dia ouvi uma senhora alemã, com idade de ser avó, que estava numa manifestação contra todas estas loucuras que estão a ser feitas nos EUA, e ela dizia” está na hora de nos levantarmos do sofá. Passámos muitos anos a pensar que tudo isto era garantido, mas não é mais. Temos que nos levantar do sofá e lutar por estes valores em que acreditamos”. E é mesmo isso…. temos que lutar pelos valores em que acreditamos.

Vi imagens e as palavras de Marine LePenn este fim de semana e é assustador ver a manipulação através do medo… a exacerbação dos valores nacionalistas….O Trump que não se cala e não pára de tomar decisões que seriam impensáveis há poucos anos, quando vimos Obama a ser eleito Presidente dos EUA e ainda me lembro de ouvir, arrepiada, ao discurso dele. Era um novo tempo! Um tempo de esperança num mundo melhor! De integração, de igualdade, do sonho americano…..You can be anything! E, de repente, temos um apresentador de Showbizz e homem de negócios, asqueroso e que faz política pelo Twitter…..mas as massas gostam. Ele fala a sua linguagem……será??????? Será mesmo????

que mundo este….. mas não vamos baixar os braços!

para os que (e são muitos por essas redes sociais) ainda dizem que, por ter sido eleito pela maioria, Trump pode fazer o que quiser e quem o critica não respeita a democracia, aconselho a ouvirem, pelo menos, (a partir do minuto 9) do programa Eixo do Mal, do passado fim de semana.

A democracia não é a ditadura da maioria….há regras e valores básicos da Democracia que têm que ser respeitados